quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Gozo Sincronizado

Gozo Sincronizado

Ambos os lábios se tocam
As mãos dele apalpam os seios dela
As mãos dela alisam os mamilos dele
As dela descem para o pênis
As dele descem para a vagina

Tocam-se
Umedecem

Juntos sussurram um no ouvido do outro
Os dedos falam uma mesma língua
As pernas os mesmos sinais entrelaçados
Num vaivémvemvai do corpo
Suando gemidos por toda a pele
Contorcem como em uma dança
A língua dele baila no minete
A língua dela valsa no broche
A dela engole o jorro
A dele também

Vinni Corrêa
poema do livro Coma de 4


InSônia

Sônia sonhou que a noite inteira um despertado membro a penetrava


Vinni Corrêa
poema do livro Coma de 4


Ponto G

Ponto G

Ama-me
Beija-me
Chupa-me
Devora-me
Enleva-me
Fode-me.
Gozei

Vinni Corrêa
poema do livro Coma de 4


terça-feira, 27 de outubro de 2015

O desabrochar de uma rosa

para não dizer que não falei das flores
falo a rosa carnal
pois acredito nas flores
desabrochando na firmeza do pau

Vinni Corrêa
poema do livro Coma de 4


carne e unha

arranhe todo o meu corpo
arranque toda a pele do meu dorso
arramalhe-se na rede do meu gozo

Vinni Corrêa
27 de outubro de 2015


caloRio

nesse calor carioca
sou o sopro que te refresca
e libera o suor do seu corpo

40 graus nesse Rio
acalora corpo febril
aquela loira
tem suor encharcado
na praia da nossa cama


Vinni Corrêa
27 de outubro de 2015


Corta!

Na primeira cena a personagem se despe e permite que a água morna caia sobre o seu corpo que já virado para o telespectador abraçado estão os seios escondidos da câmara próxima cena ela esparrama-se na cama com o amante sob os lençóis  trepam violentamente sussurros enlouquecidos gemido do gran finale ele precisa levantar-se ir ao banheiro levanta-se tapando as mamas a seguir o retorno nova cena os biquinhos em nenhum momento à mostra deita na cama as tetas ainda enlaçadas por um dos braços enquanto o outro puxa de volta o lençol que o pudor cinematográfico se foda


Vinni Corrêa
poema do livro Coma de 4


quero correr o risco

quero correr o risco
entrar de cabeça
ou na ponta dos pés
o que importa senão gozar intensamente?
e se vale a pena o risco?
ah, se vale!
por este risco eu morro
e me enterro vivo
por este risco me entrego
e ofereço minhas mãos
por este risco me humilho
e pago pela língua

e é melhor correr o risco de estar preso nesta
tentação do que condenar-se de joelhos à solitária

e por maior ou menor que seja esse risco
por ele quero correr


Vinni Corrêa
poema do livro Coma de 4


sábado, 24 de outubro de 2015